terça-feira, 5 de agosto de 2014

TAPINHAS NAS COSTAS

“Eu sempre recebia atenção. Não importava onde eu estivesse ou com quem, as pessoas sempre notavam a minha presença. [...] Entretanto, toda essa atenção teve um custo. Embora eu gostasse da atenção que recebia de tantas pessoas, ela me escravizou. Eu exigia perfeição de mim mesmo. Tantas pessoas haviam me colocado em um pedestal, e eu queria estar naquele pedestal. Eu achava que precisava alcançar as suas expectativas em todos os aspectos e em todas as áreas. [...] Eu estou servindo um senhor cruel. Mas não é Deus quem me governa nesse caso. É o meu próprio orgulho e egocentrismo que exigem a perfeição. [...] Cristo, pela Sua graça salvadora, obteve vitória sobre o medo que escraviza e eu não preciso nunca mais voltar a temer.”
Os trechos do testemunho que acabamos de ler é de Max Benfer, um homem que enfrentou o que a Bíblia chama de “temor de homens”. Talvez a sua história seja totalmente inversa ao de Max; talvez, sempre se sentiu como o “patinho feio” e isso tem lhe pressionado nos relacionamentos com a família, na escola, no trabalho, na igreja, enfim, na vida. Quer semelhante ou oposto, hoje, quero lhe convidar a perceber que todo esse desejo de sentir-nos valorizado é algo que esconde o nosso orgulho, ou seja, é a nossa tentativa de não depender de Deus e, sim, de nós mesmos, dos nossos próprios recursos.
“Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro” (Provérbios 29.25). O que a Palavra de Deus nos ensina nesse trecho é que a pessoa que vive buscando a aprovação e o reconhecimento das pessoas se afunda no medo da rejeição, que por sua vez, esconde o seu orgulho. Deus deseja que conheçamos a segurança que Ele dá a todo aquele que busca um relacionamento de confiança nEle. Isso não significa que, a partir de hoje, devemos desprezar as pessoas que nos cercam, mas apenas devemos nos preocupar mais com o que Deus pensa a nosso respeito ao invés do que os outros pensam. E sabe o que Deus pensa a nosso respeito? Ele sabe que precisamos da sua Graça em Jesus Cristo e deseja que aproveitemos esse amor dEle em nosso favor, a fim de que a Glória seja dada a Ele e não a nós! “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Coríntios 10.31).
Pablo Ferreira

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