terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Então é Natal...

"Feliz Natal... hohoho!!!"

O bom velhinho sempre aparece nesta época, não é mesmo? Para alguns, Papai Noel, para outros Santa Claus, São Nicolau ou Pai Natal. O certo é que com ele, milhares de pessoas incorporam o espírito de Natal, consagrando a reunião da família, a paz, a fraternidade e a solidariedade entre os homens.

É impressionante o que Papai Noel, com suas renas voadoras e seus ajudantes mágicos, conseguem fazer nas mais diversas sociedades, onde se comemoram a maior festa cristã do mundo! É isso mesmo, a maior Festa Cristã de todo o mundo!

Mas se é a maior festa cristã, onde está Cristo? Por que o nascimento do menino Jesus ficou às margens do bom velhinho com seu trenó cheio de presentes e da mesa farta nas noites do dia 24 de dezembro? E por que o Natal é a maior festa cristã, já que na morte e ressurreição encontra-se a maior esperança do cristianismo? Pois é, tem muita coisa controvertida nessa tradição, nesse espírito de Natal, enfim, nessa festa cristã!

Amados irmãos em Cristo Jesus, não podemos nos calar diante de tradições que ofuscam a verdade! Precisamos nos lembrar que o nascimento virginal de Cristo, na cidade de Belém da Judéia, é um dos maiores milagres que a história da humanidade já pôde presenciar! As nossas Bíblias nos revelam que o nascimento de Jesus foi algo sobrenatural, onde o próprio Deus interviu no tempo para cumprir as Suas palavras e Seus desígnios eternos de redimir a humanidade dos seus pecados. Profetas do Antigo Testamento anunciaram a vinda do Messias, do Ungido de Deus, dAquele que salvaria os homens da condenação do pecado e os tonaria, novamente, aceitáveis a Deus.
 
Por milhares de anos, a humanidade aguardou pela obra redentora de Deus e esta, se manifestou, no nascimento, na vida, morte e ressurreição de Jesus. Portanto, a verdadeira fé cristã não pode estar vinculada a outros elementos que não sejam o próprio Jesus. Se não bastassem tantas "religiões" que tiram de Jesus Cristo a exclusividade de uma experiência libertadora em Deus, muitos cristãos ainda adotam outros elementos, como Papai Noel, que desviam o foco da verdade.
 
Se tolerarmos tais desvios, com o discurso de que radicalismo demais gera fanatismo, que uma simples tradição para crianças não pode abalar a nossa crença, corrermos o sério risco de desenvolvermos uma fé num Cristo de historinhas e não no Único Caminho que verdadeiramente leva o homem de volta para Deus. Devemos nos lembrar que, na época dos apóstolos, várias sutilidades tentavam afastar o homem do Cristo redentor e que, hoje, muitos "cristãos" já não se lembram do real sentido de serem cristãos.
 
Se fizermos uma simples pesquisa na internet, digitando Natal, veremos quase de tudo, até mulheres de biquínis insinuantes, menos a figura do próprio Cristo.

Aproveitemos o dia 25 de dezembro - ainda que o mesmo provavelmente não seja a data real do nascimento de Jesus - para reafirmarmos que o verdadeiro espírito do Natal está na pessoa e na obra de Cristo, o Filho do Deus vivo, que veio a nós como menino, cresceu como varão perfeito, morreu e ressuscitou, dando-nos a esperança da glória.

Um Feliz Natal!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Galeria Missionária - Brejão, PE

VIAGEM MISSIONÁRIA - BREJÃO, PE
Comunidade do Mamoeiro - Brejão, PE (foto: Elio Rocha)


Panfletagem em Brejão, PE  (foto: Elio Rocha)

Município de Brejão, PE  (foto: Elio Rocha)

Grupo de Evangelismo em Escolas  (foto: Elio Rocha)

Evangelismo de crianças  (foto: Elio Rocha)

Área Rural de Brejão, PE  (foto: Elio Rocha)

`Preparo para Evangelismo nos lares  (foto: Elio Rocha)

Panfletagem Evangelística para jovens  (foto: Elio Rocha)

Evangelismo com crianças na escola  (foto: Elio Rocha)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Há uma motivo maior para servir!

Quando ouvimos depoimentos calorosos de missionários a respeito das mais diversas necessidades dos campos espalhados pelo mundo, especialmente sobre a África, quase sempre nos sentimos impelidos a fazer algo em favor do Reino, não é mesmo? Mas aí vem o tempo, os afazeres diários, a correria e as preocupações da vida, que tomam conta da nossa atenção e se encarregam de esfriar aquele ímpeto por missões que nasceu tempos atrás.

É quase sempre assim! Na busca desenfreada pelos nossos interesses, com freqüência estamos na igreja e não percebemos que somos a igreja. Ouvimos sobre missões e invariavelmente associamos o termo aos programas esporádicos de arrecadação de dinheiro para trabalhos em lugares remotos. Ouvimos e vemos missionários, pensando que são cristãos especiais e não nos damos conta de que todo o cristão deve cumprir com zelo o Ide e fazei discípulos de todas as nações. Estamos em templos cada vez mais suntuosos, enquanto ainda encontramos inúmeras comunidades que não possuem nenhum trabalho evangélico implantado. Carregamos em nosso consciente que missionário, evangelista, pastor ou obreiro de tempo integral deve estar apto a padecer por dificuldades com serenidade, mas não admitimos que tais dificuldades cheguem a nossas casas.

Enfim, até desejamos fazer algo em favor do Reino, mas nos lembramos de nossos caprichos enraizados e temos dificuldade de prosseguir com as nossas boas intenções. Esquecemos-nos de Mateus 6. 25-35 e buscamos textos bíblicos que nos convém, mesmo que para isso, tenhamos que tirá-los totalmente do contexto e darmos uma forçadinha no seu significado. Às vezes, até nos aprofundamos no estudo da Bíblia, mas quase sempre as nossas práticas estão bem a quem do nosso vasto conhecimento das Escrituras.

Não creio que o evangelho seja um voto de pobreza, mas estou convicto que o evangelho nos chama a negarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguirmos a Cristo. Também não entendo o evangelho como um caminho de penitência para a obtenção do favor de Deus, contudo, vejo que os valores do Reino são diferentes dos valores do mundo (Cl 3. 1-3).

Na viagem a Pernambuco, podendo conhecer um pouco da realidade de algumas comunidades, como de Brejão e de Correntes, vi mais uma vez quão grande necessidade temos em nosso próprio país e quão poucos obreiros têm se colocado a disposição do Senhor para o trabalho. Percebi, outra vez, que aquilo que para poucos é necessidade, para muitos é luxo. Pude encontrar vidas que, com tão pouco, se doam em favor da restauração de outras vidas e se alegram no serviço do Senhor e se satisfazem com a presença de Deus no seu dia-a-dia.

Louvo a Deus pela oportunidade que me dá para entender que o que tenho é mais do que suficiente para servi-Lo, que careço muito da Sua misericórdia diária e que o serviço do Senhor revigora a fé e revela minha condição carente da graça de Deus. Poder partilhar de experiências do campo missionário é um presente de Deus.

Se há um motivo maior para servir, este motivo é a graça de Deus que um dia me alcançou! Ver esta graça se manifestando diariamente em nossas limitações nos motiva a buscarmos mais do Senhor! O campo missionário é uma oportunidade ímpar, dinâmica e desafiante de experimentarmos dessa graça de Deus. Fica o desafio de investir mais dos seus recursos, do seu tempo, da sua presença em missões! Tenha certeza, seus valores serão impactados por um Deus que tem interesse de revelar-se a outros por seu intermédio.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma questão de identidade!

Quem sou eu? Talvez esta seja uma pergunta que, a princípio, pareça muito fácil de ser respondida, afinal, julgamos ser pessoas conscientes, com a capacidade mínima de auto-definição. Entretanto, se pararmos para pensar um pouco mais sobre a questão, percebendo as inúmeras variáveis sociais, culturais e psíquicas que nos rodeiam e que influencia a nossa formação, acredito que muitos de nós não arriscaria responder tal questão tão prontamente.

Áreas do conhecimento humano, como a antropologia, a sociologia e a psicopedagogia, dão a entender que somos o resultado da somatória de experiências que nos cercam, desde o nosso nascimento, ou seja, o contexto familiar, religioso, político e sócio-econômico em que estamos inseridos. De certa forma, somos seres influenciados pelo ambiente, contudo, se afirmarmos que somos apenas o fruto do meio, certamente, correremos o sério risco de acreditarmos que não temos uma individualidade capaz de processar tais influências externas em favor de nós mesmos e dos outros.

A internet, a economia globalizada, o alastramento de uma “cultura global”, cada vez mais imediatista, individualista, relativista, humanista e voltada ao prazer, de fato, não podem ser desconsideradas quando somos confrontados com a questão da identidade humana, mas, tanto para aqueles que tiveram um encontro pessoal com Jesus Cristo, o Autor e Consumador da fé (cf. Hb 12. 2) como para aqueles que não passaram por esta experiência, mesmo que não saibam ou não admitam, a definição do ‘quem sou eu’ não consegue ser expressa em sua totalidade, caso se desconsidere o Deus criador, soberano, que tem propósitos eternos para a sua criatura.

Em um mundo repleto de desconstruções de absolutos, ao ser confrontado com a questão ‘quem sou eu’, percebi que Deus nos deixou a Sua Palavra para que encontrássemos absolutos incontestáveis estipulados por Ele mesmo. Dessa forma, algumas verdades absolutas ao meu respeito foram definidas por Deus e posso compartilhá-las com todos que vivem uma crise de identidade, em busca do que são e para que existem.

A primeira verdade ao meu respeito é que existo, que tenho vida, ou seja, fôlego que me permite experimentar as sensações da vida, pois recebi a vida do próprio Deus (cf. Gn 2. 7), que é um Deus todo poderoso, o Alfa e o Ômega Ap 1. 8), único capaz de criar vida e perpetuá-la. Portanto, ainda que homens tentem me convencer de que sou consequência de um processo evolutivo ou de uma auto-existência espontânea sem fins em si, o Deus, meu Pai, pois fui feito filho Seu, em Jesus Cristo (cf. Jo 1. 12; Rm 8. 14-17), com quem me relaciono, mostra-me a origem e o sentido da minha existência.

A segunda verdade a meu respeito é que sou alguém consciente, com vontades e sentimentos, capaz de tomar decisões e de fazer escolhas, pois um dia fui feito à imagem e conforme a semelhança de Deus (Gn 1. 26, 27). O Deus criador me fez alguém que é capaz de se relacionar com Ele mesmo e com as demais criaturas, caso contrário, imagino que seria impossível, a mim e aos demais seres humanos, obedecê-Lo, sem a consciência mínima que me permite escolher entre aquilo que agrada ou desagrada o próprio Deus. Partindo do pressuposto que a obediência só existe a partir da possibilidade da desobediência, acredito que sou consciente – o que me diferencia dos animais e das plantas – para poder exercer um relacionamento que agrade ou não o Criador.

O terceiro absoluto ao meu próprio respeito é que sou homem, um ser sexuado, que recebeu este gênero da parte de Deus para cumprir os Seus propósitos da criação em mim e na vida de uma mulher, que também foi feita com este gênero, para assim ser a minha auxiliadora (cf. Gn 1. 26-28; 2. 18, 23, 24), participando comigo – homem – da mordomia que Deus nos delegou. Ao contrário do que a sociedade pós-moderna dita a respeito de uma sexualidade opcional, em que cada um faz as suas escolhas e que tais escolhas devem ser respeitadas por todos, não posso aceitar as relações entre pessoas do mesmo gênero como algo em conformidade com a identidade que Deus deu a cada ser humano. Se assim fosse o comum, a Palavra de Deus não evidenciaria tais práticas dos seres humanos como consequência de um abandono de Deus (cf. Rm 1. 24-32).

A quarta verdade do meu ‘eu’ mostra-me que desde a minha nascença – assim como todo ser humano – sou pecador (Sl 51. 5), ou seja, marcado pela contaminação do pecado original do homem (cf. Gn 3. 22, 23). Percebi que do mesmo barro que eu sou feito, toda a humanidade, também, é feita e, por causa disso, todos – apesar de indivíduos – comungamos da mesma natureza depravada, que nos distanciou da presença do Deus perfeito, puro, santo (cf. Rm 3. 23). Todavia, assim como por um homem o pecado veio ao mundo e contaminou toda a humanidade, da mesma forma, a vitória sobre a condenação eterna do pecado, veio por um único homem, perfeito, ou seja, Jesus (cf. Rm 5. 12, 18-21). Através do seu sacrifício absoluto e satisfatório, Jesus tirou a condenação do pecado que estava sobre mim e me salvou da morte eterna (cf. Hb 9. 28).

Uma outra verdade absoluta ao meu próprio respeito, refere-se à perspectiva eterna da qual eu já faço parte desde a própria eternidade, ou seja, desde sempre eu fui criado para a eternidade, pelos desígnios eternos do meu Criador. Nesse sentido, enquanto na experiência dessa terra, reconheço em mim, uma luta constante entre o espírito perfeito e a carne corruptível (cf. Rm 7. 15-24), o que me faz, dia após dia, compreender que experimentarei a verdadeira felicidade não nessa terra, mas no dia em que Jesus Cristo nos der um corpo de glória, perfeito (cf. Fp 3. 20, 21). Os homens podem até dizer que isso é loucura ou uma mera teoria que traz conforto para a morte física, todavia, ainda que para estes a mensagem do Cristo ressurreto seja loucura – pois não compreendem as coisas espirituais – para mim, cada dia mais, vem se tornando esperança da glória (cf. 1Co 1. 18).

A Deus o meu louvor! Louvo ao meu Criador, pois nEle posso entender a essência do meu ser e a razão da minha existência. Se sou alguém e tenho um propósito de ser, isto é  para a glória de Deus. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pai nosso que estás nos céus... (2)



“Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”

Creio que você já deve ter percebido, ao ler a reflexão do dia 19 de janeiro, que a oração do ‘Pai Nosso’ (Mt 6. 9-13) revela verdades para vida do homem, que vão além da simples prática religiosa, que por vezes, dá a sensação de dever cumprido diante de Deus. Depois de cair na real que a oração é e sempre deve ser dirigida a Deus, em reconhecimento de que Ele nos criou e nos deu livre acesso a Ele, por meio do seu Filho Jesus Cristo, e que é o único que merece a nossa total confiança, pois nunca falhará, lhe convido a se ligar em outra verdade que esta oração tem a nos ensinar.

É interessante percebermos o que os detalhes da Palavra de Deus revelam às nossas vidas, especialmente quando nos colocamos abertos ao que o Espírito Santo tem a nos mostrar, mesmo com textos tão ‘carimbados’ e, até mesmo, decorados, como esta oração! Por isso, ao ler Mt 6.10, creio que, se ainda não percebeu, agora se atentará para uma das maiores expectativas que o verdadeiro cristão deve alimentar em seu coração, ou seja, a vinda do Reino de Deus. 


Não discutiremos, aqui, as particularidades a respeito do Reino, mas a grande sacada que as palavras de Jesus nos permite ter a respeito do propósito de Deus para os seus filhos.

Observando melhor o texto, observamos que “Venha o Teu Reino” é uma expressão que se inicia com o verbo ‘vir’, o que nos dá a idéia de um pedido a Deus, afim dEle mostrar, exibir, apresentar, estabelecer, tornar conhecido o Teu Reino (do grego basileia basileia), que significa, de maneira mais simples, o governo, o domínio de Deus nesta terra, conforme promessas ditas pelo profeta João Batista (Mt 3.2) e pelo próprio Senhor Jesus (Mt 4.17). “Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu” reforça, na oração, o desejo do cristão pelo cumprimento dos propósitos de Deus – que são bons, agradáveis e perfeitos (Rm 12. 2) – neste mundo, corrompido pelo pecado e por Satanás (1 Jo 5.19), e na vida de nós pecadores (Rm 3. 9, 10, 23), assim como já é no céu, onde habita a perfeição da glória de Deus (Ap 21; 22).

Diante desta verdade, será que em nossa vida cristã e em nossas orações desejamos, realmente, o governo pleno de Deus, como Samuel assim o fez (1Sm 3.18)? Ou estamos satisfeitos o suficiente com as coisas deste mundo? Ansiamos verdadeiramente pelos padrões de Deus, entendendo que eles são maiores e melhores do que os nossos? Ou só falamos que Deus tem o melhor, mas no íntimo do nosso coração, achamos que sabemos o melhor para nós mesmos? 


Fica essa reflexão para vocês! Que todos tenhamos os próximos dias para refletirmos e buscarmos mais desta verdade para as nossas vidas! Até a próxima.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BBB10: sente e dê uma espiadinha!

Ser ou não ser gay: o BBB só pensa nisso... Acho que o Eliéser às vezes é meio gay, começou Cacau, dando corda para Dicesar. O maquiador, especialista no assunto, não pareceu convencido. Perguntou à jovem se Mr. Maringá “tem pegada”. Cacau disse que, comparado aos últimos namorados, do tipo “machão”, Eliéser fica devendo.(Mauricio Stycer, UOL, 25 de jan. de 2010)

É impressionante como este tipo de conversa, cada vez mais, faz parte dos bate-papos de evangélicos, dito cristãos! A 10ª edição do Big Brother Brasil, transmitido pela Rede Globo de Televisão, nem bem começou e já está cheia de assuntos, ditos “polêmicos”, para abastecer as rodinhas de fofocas do happy hour brasileiro. O beijo entre Dicesar e Sérgio e de Cláudia e Anamara, ou selinho, como o diretor do programa definiu a imagem de intimidade entre pessoas do mesmo sexo, é assunto certo nas conversas de muitas famílias evangélicas e, até mesmo, nos pátios da igreja, antes ou depois do culto. Se isso lhe espanta, talvez ainda não tenha se apercebido do que as nossas mentes têm se alimentado no dia-a-dia e do tempo que gastamos com assuntos “tão edificantes” como as pautas do BBB, da Fazenda, filmes hollywoodianos, dentre outros programas que nada acrescentam para as nossas vidas em Cristo.

O mais curioso é que em muitos lares cristãos ou em grupos de “irmãos”, quando alguém demonstra desconforto diante das falas e cenas compartilhas a respeito dos "abençoados" programas, imediatamente este alguém é taxado de 'crentinho', de 'chato da galera', ou ainda, de 'legalista'. Sem contar quando este alguém não passa a ser isolado pelos demais, que torcem o nariz para as suas posturas e repreensões.

A Palavra de Deus – se é que alguns se lembram que a Bíblia é a Palavra de Deus – nos mostra que nós, crentes em Cristo, devemos ser sal e luz para o mundo, para que o mundo glorifique a Deus (Mateus 5. 13-16). Entretanto, com o discurso que a luz só consegue brilhar em meio à escuridão, muitos cristãos têm deixado a chama se ofuscar em meio às trevas e vêm se perdendo com um comportamento totalmente reprovado pela própria Palavra. Com os olhos atentos para o que o mundo estabelece como verdade, ao invés de terem os olhos fixos em Cristo, muitos evangélicos têm se esquecido dos padrões morais que a Palavra de Deus nos dá em cada uma das suas páginas, inclusive com o salmista Davi, que em louvor a Deus escolheu não colocar coisas impuras diante dos seus olhos e dentro de sua casa (Salmo 101).

"São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!" (Mateus 6. 22, 23)

A pergunta que ecoa diante das mais diversificadas fórmulas que Satanás e o mundo têm nos ofertado como entretenimento é a seguinte: o que os nossos olhos estão realmente dispostos a contemplar? A Palavra de Deus ou as nossas próprias palavras e convicções?

Na próxima postagem continuaremos com a oração do 'Pai nosso'! Aguardo seus comentários.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pai nosso que estás nos céus...


"Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua Vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!" (Evangelho de Mateus 6. 9-13)

Com poucas ressalvas, ouso a afirmar que esta seja a mais conhecida de todas as orações encontradas nas Escrituras Sagradas, repetida por milhares e milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, até mesmo, algumas que não professam a fé cristã. Entretanto, parece-me que a maioria esmagadora dessas pessoas não se deram conta da profundidade das palavras contidas nesta oração ensinada por Jesus e creio, também, que desconhecem ou se esquecem do contexto deste ensino.

A Oração do Pai Nosso, como é conhecida, faz parte de um longo discurso a respeito de uma vida justa, que agrada o coração de Deus, feita por Jesus aos seus discípulos e a uma multidão que os seguiam. É interessante observarmos que momentos antes de ensinar a oração, Jesus alertou aos seus ouvintes sobre a hipocrisia e as vãs repetições nas orações de muitos religiosos daquela época. Mas, olhando para os nossos dias e para os diferentes ritos que cercam esta oração, será que estamos agradando ao coração de Deus com as nossas orações?

Para responder a esta pergunta, vejamos o que as palavras desta oração nos revela, a começar pelo "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome." Pai, céus, santificado e nome foram as palavras que Jesus usou para definir a pessoa santa, pura, soberana de um Deus que requer dos Seus filhos, reconhecimento da Sua autoridade e da incorruptibilidade que existe em Seu caráter.

Desta forma, surge uma nova questão: Será que ao orarmos temos a plena consciência de que nos colocamos diante dAquele que nos criou e que tem em suas mãos o domínio de todas as coisas e que é merecedor de todo louvor (1Crônicas 29. 11-13)? Será que cremos que este Deus, a quem chamamos de Pai, deseja estabelecer um relacionamento pessoal conosco e que realmente nos ouve?

O que você tem a dizer?

Nas próximas postagens, continuaremos a meditar sobre este assunto!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo!

"Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo! Que tudo se realize no ano que vai nascer! Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!"

Esta música se repete ano após ano nos muitos Reveillons, particularmente no Brasil, e expressa muito bem quais são as aspirações da grande parte das pessoas que a cantam, ou seja, onde estão depositados os seus corações! Mas o que dizer quando nos deparamos com tragédias como as de Angra dos Reis, RJ, que já vitimaram mais de 50 pessoas que, provavelmente, tinham essas mesmas aspirações em seus corações? Ou, será que esta canção se realizou na vida dos milhares de desabrigados da cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, SP? Podemos perceber que a grande virada não nos traz apenas festas, nascimentos e votos de melhoria, mas, também, luto, mortes, e questionamentos, como: onde está Deus diante disso tudo? Será que isso é a vontade de Deus?

Diante desse impasse, me vêm a mente as palavras de sabedoria de Salomão: "Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração." (Eclesiastes 7. 2) Tais palavras me faz lembrar de que sou limitado, ou melhor, todos nós somos, e que existe um Deus que está no controle de todas as coisas e que um dia, através da Sua justiça, me fez entender que todos estamos afastados da Sua presença (Rm 3. 23), mas que a Sua misericórdia nos reconciliou com Ele por meio de Jesus Cristo (Rm 5. 8) e, por causa disso, hoje entendo que a vida que vivo nesta terra, já não a vivo mais para mim, mas para aquele (Jesus) que me resgatou da morte eterna (Gl 2. 20).

Só assim podemos entender que somos estrangeiros nesta terra (Hb 11. 13) e que Deus tem reservado para nós algo muito maior do que podemos imaginar, o que nos motiva, a cada dia, a buscar as coisas do alto em primeiro lugar (Mt 6. 25-33). Que o seu ano de 2010 seja um ano em que os frutos da justiça, que vêm por meio de Jesus Cristo, se multipliquem em sua vida!