segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ÚLTIMO DOMINGO DE 2015

O ano de 2015 chega próximo do seu fim. Passou rápido, não é? Isso me faz pensar um pouco mais sobre o tempo, nessa sensação crescente de que o tempo está cada vez mais curto.

Temos nos ocupado com tantas coisas em nossos dias que muitas pessoas chegam a dizer que precisariam de pelo menos mais umas 04 horas no seu dia. Interessante, não? Chegamos a um nível de prepotência tão grande, que o dia que Deus fez de maneira perfeita já não é suficiente para o ser humano, cada vez mais orgulhoso, pensando ser dono de si mesmo, inclusive de seu tempo.

A Palavra de Deus nos faz um alerta a respeito disso: “Ouçam agora, vocês que dizem: "Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro". Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo"” (Tiago 4:13-15).

Esse alerta tem muito a ver com as nossas pastorais desse último mês. Quando refletimos sobre como temos lidado com a nossa vida espiritual, motivando a igreja a investir mais no relacionamento com Deus, tínhamos justamente o objetivo de despertar em cada uma de nossas vidas o cultivo de um coração mais dependente do Senhor.

Como aprendemos nesse ano, precisamos nos lembrar de que no final da história estaremos diante do juízo de Deus! Vivamos de maneira irrepreensível a aguardar a manifestação da justiça do Senhor! Feliz 2016.

No amor de Cristo,
                                                                                                            

                                                                                                                                            Pablo Ferreira.

domingo, 15 de março de 2015

O CRISTÃO E OS PROTESTOS POR IMPEACHMENT

Antes de qualquer consideração, convido-lhe a reagir em cima dos argumentos expostos a seguir e não em achismos. Ressalto que respeito toda e qualquer consideração favorável ou contrária e que não sou fatalista a ponto de cruzar os braços para a corrupção e falência política do nosso país, mas eis aqui as minhas considerações. O discípulo de Cristo tem alguns motivos para não participar dos protestos nacionais da maneira que estão sendo realizados. Veja alguns motivos:
1. Em momento algum, nas Escrituras, vejo Jesus Cristo incitando movimentos de classes contra governos. Pelo prestígio que Ele assumiu em sua época, se fosse um revolucionário do movimento de classes, facilmente arrebanharia um exército contra o governo romano. Mas se a sua causa se limitasse a isso, quão pequeno é o Senhor da Igreja. Pelo contrário, não foi para isso que Cristo veio e, por causa dessa conduta, muitos deixaram de apoiá-lo e aumentaram o grito de "crucifica-o!". Também não vejo incitação dos apóstolos para essa prática!
2. O Evangelho de Cristo não forma um simples clube ético, mas um comunidade de regenerados, de pessoas que receberam nova vida em Cristo para a prática das obras de justiça que glorificam a Deus. Nossas armas contra esse mundo não se manifestam em passeatas com faixas e dizeres de oposição a um governo, mas com uma conduta cada vez mais santificada que impacta as pessoas que nos cercam, a ponto de influenciá-las a conhecerem a Cristo e assumirem as obras de justiça - que vêm de Deus e não dos homens. Ou cremos na oração e no testemunho do Espírito por meio de nós, ou abramos mão dessa fé! Por isso precisamos lutar com todas as nossas forças!
3. O marxismo filosófico e prático que influencia grande parte dos pensadores do nosso país e o senso comum é totalmente contrário ao Evangelho, especialmente porque acreditam que o problema do mundo está nas diferenças de classes e defende que tal problema se resolve pelas lutas de classe. Com isso, desconsideram o pecado, raiz da corrupção não apenas das classes dominantes, mas de todos nós, seres humanos.
4. As passeatas e panelaços não têm qualquer capacidade de mudar um sistema político como o do nosso país. Quantos dos que assumem essa atitude participam das discussões em pautas da Câmara de Deputados e do Senado? Quantas cartas de manifesto nossa comunidade já organizou para expressar a reprovação comunitária aos legisladores e executivos? Quanto tempo se gasta em informar-se e organizar-se politicamente e quanto tempo se gasta em frente da TV diante de programas que denigrem a imagem humana e os valores saudáveis de uma sociedade?
5. A oração é um instrumento libertador e poderoso dado aos homens convertidos para relacionarem-se com o Senhor da história. Quanto tempo temos orado pelo nosso povo e pelos nossos governantes?
Enfim, esses são alguns dos argumentos para refletirmos sobre o assunto!