sexta-feira, 12 de março de 2010

Pai nosso que estás nos céus... (2)



“Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.”

Creio que você já deve ter percebido, ao ler a reflexão do dia 19 de janeiro, que a oração do ‘Pai Nosso’ (Mt 6. 9-13) revela verdades para vida do homem, que vão além da simples prática religiosa, que por vezes, dá a sensação de dever cumprido diante de Deus. Depois de cair na real que a oração é e sempre deve ser dirigida a Deus, em reconhecimento de que Ele nos criou e nos deu livre acesso a Ele, por meio do seu Filho Jesus Cristo, e que é o único que merece a nossa total confiança, pois nunca falhará, lhe convido a se ligar em outra verdade que esta oração tem a nos ensinar.

É interessante percebermos o que os detalhes da Palavra de Deus revelam às nossas vidas, especialmente quando nos colocamos abertos ao que o Espírito Santo tem a nos mostrar, mesmo com textos tão ‘carimbados’ e, até mesmo, decorados, como esta oração! Por isso, ao ler Mt 6.10, creio que, se ainda não percebeu, agora se atentará para uma das maiores expectativas que o verdadeiro cristão deve alimentar em seu coração, ou seja, a vinda do Reino de Deus. 


Não discutiremos, aqui, as particularidades a respeito do Reino, mas a grande sacada que as palavras de Jesus nos permite ter a respeito do propósito de Deus para os seus filhos.

Observando melhor o texto, observamos que “Venha o Teu Reino” é uma expressão que se inicia com o verbo ‘vir’, o que nos dá a idéia de um pedido a Deus, afim dEle mostrar, exibir, apresentar, estabelecer, tornar conhecido o Teu Reino (do grego basileia basileia), que significa, de maneira mais simples, o governo, o domínio de Deus nesta terra, conforme promessas ditas pelo profeta João Batista (Mt 3.2) e pelo próprio Senhor Jesus (Mt 4.17). “Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu” reforça, na oração, o desejo do cristão pelo cumprimento dos propósitos de Deus – que são bons, agradáveis e perfeitos (Rm 12. 2) – neste mundo, corrompido pelo pecado e por Satanás (1 Jo 5.19), e na vida de nós pecadores (Rm 3. 9, 10, 23), assim como já é no céu, onde habita a perfeição da glória de Deus (Ap 21; 22).

Diante desta verdade, será que em nossa vida cristã e em nossas orações desejamos, realmente, o governo pleno de Deus, como Samuel assim o fez (1Sm 3.18)? Ou estamos satisfeitos o suficiente com as coisas deste mundo? Ansiamos verdadeiramente pelos padrões de Deus, entendendo que eles são maiores e melhores do que os nossos? Ou só falamos que Deus tem o melhor, mas no íntimo do nosso coração, achamos que sabemos o melhor para nós mesmos? 


Fica essa reflexão para vocês! Que todos tenhamos os próximos dias para refletirmos e buscarmos mais desta verdade para as nossas vidas! Até a próxima.