
"Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua Vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque teu é o Reino, o Poder e a Glória para sempre. Amém!" (Evangelho de Mateus 6. 9-13)
Com poucas ressalvas, ouso a afirmar que esta seja a mais conhecida de todas as orações encontradas nas Escrituras Sagradas, repetida por milhares e milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, até mesmo, algumas que não professam a fé cristã. Entretanto, parece-me que a maioria esmagadora dessas pessoas não se deram conta da profundidade das palavras contidas nesta oração ensinada por Jesus e creio, também, que desconhecem ou se esquecem do contexto deste ensino.
A Oração do Pai Nosso, como é conhecida, faz parte de um longo discurso a respeito de uma vida justa, que agrada o coração de Deus, feita por Jesus aos seus discípulos e a uma multidão que os seguiam. É interessante observarmos que momentos antes de ensinar a oração, Jesus alertou aos seus ouvintes sobre a hipocrisia e as vãs repetições nas orações de muitos religiosos daquela época. Mas, olhando para os nossos dias e para os diferentes ritos que cercam esta oração, será que estamos agradando ao coração de Deus com as nossas orações?
Para responder a esta pergunta, vejamos o que as palavras desta oração nos revela, a começar pelo "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome." Pai, céus, santificado e nome foram as palavras que Jesus usou para definir a pessoa santa, pura, soberana de um Deus que requer dos Seus filhos, reconhecimento da Sua autoridade e da incorruptibilidade que existe em Seu caráter.
Desta forma, surge uma nova questão: Será que ao orarmos temos a plena consciência de que nos colocamos diante dAquele que nos criou e que tem em suas mãos o domínio de todas as coisas e que é merecedor de todo louvor (1Crônicas 29. 11-13)? Será que cremos que este Deus, a quem chamamos de Pai, deseja estabelecer um relacionamento pessoal conosco e que realmente nos ouve?
O que você tem a dizer?
Nas próximas postagens, continuaremos a meditar sobre este assunto!